Zila, indecida, na
porta do convento,
renegando a vocação
farejando a poesia num
princípio de tontura
Zila, abismada,
trancada no quarto,
lendo Amor de Perdição
à luz do candeeiro,
curiosidade e quentura
Zila, faceira,
tirada para dançar
por Antonio Pinto,
homem casado
com a literatura
Zila, no Recife
Besta diante do mar
Temendo ser engolida
até a praia do Forte
- tamanha fundura.
Nenhum comentário:
Postar um comentário